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Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão no PA
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Chega da moda cafona do trabalho escravo

Vestir essa roupa degradante tende a ser destruidor para as empresas afetadas por esse tipo de acusação, sejam elas legalmente culpadas ou não

Em dezembro, o setor de moda foi surpreendido por uma denúncia do Ministério do Trabalho. Após quase um ano e meio sem relatos, foi revelado um novo flagrante de suposto trabalho análogo à escravidão numa pequena indústria. Dez imigrantes bolivianos foram encontrados em três oficinas de costura clandestinas na Grande São Paulo. O ambiente, desorganizado e sujo, com pouca segurança, servia também de residência. Havia fios elétricos próximos a tecidos facilmente inflamáveis. Alguns trabalhadores calçavam sandálias de dedo enquanto manuseavam máquinas de costura com partes móveis sem proteção. As jornadas de trabalho, segundo o Ministério do Trabalho, se aproximavam de 70 horas semanais.

Se tais condições reportadas pelos fiscais — inaceitáveis numa economia moderna — chegam ao ponto de caracterizar escravidão, a Justiça ainda precisa definir. Mas o trabalho degradante está mais do que qualificado. As peças seriam vendidas nas lojas das grifes Animale e A.Brand, ambas do grupo varejista carioca Soma. Logo após o flagrante, o Soma alegou ter sido surpreendido com a notícia e garantiu que todos os seus fornecedores assinam contratos se comprometendo a cumprir a legislação trabalhista.

Fonte: https://exame.abril.com.br/revista-exame/chega-de-risco/

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